Bandeja neoclássica de formato oval com aba lisa, contornada por um friso ondeado e bordo boleado. Ao centro, no sentido do eixo maior, contém dois suportes para as galhetas, assentes em três pés altos volutiformes. Estes recipientes, periformes com asas fixas por voluta e em prata lisa, estão assentes em base circular com dois níveis de anéis. Apresentam uma tampa côncava, rematada por pequena urna. No bico, em cada um deles, encontram-se gravadas as letras "V" (vinho) ou “A” (água).
Esta peça faz parte dos objectos relacionados com a eucaristia. Apresentando-se num conjunto de duas peças, uma para conter vinho e outra para a água, quando não são em vidro, devem ter uma letra ou símbolo que permita distinguir o conteúdo. Habitualmente encontram-se colocadas sobre um prato, uma salva ou um suporte específico. Este conjunto é colocado sobre uma credência ou num nicho junto ao altar.
Resultante da produção de Lisboa (L coroado), do ourives Manuel Roque Ferrão (cujo monograma MRF está inserido num rectângulo) e com marca registrada em 1720, é proveniente da Igreja de Santo António de Lisboa.