Composição ornamental policroma que revestia a fachada da loja da antiga fábrica de louça de Miguel Gomes Correia (fundada em 1847). O revestimento azulejar é constituído por ornatos, vasos e potes chineses floridos, integrando, entre cada um dos arcos (a que correspondiam uma porta e duas janelas do estabelecimento), legendas publicitárias com o nome do proprietário e dos produtos ali comercializados. A parte superior do revestimento é formada por padronagem de “estampilha”. A composição, embora denote uma concepção ingénua, é, pelo seu colorido vivo, um exemplar de belo efeito plástico.
Esta composição é, igualmente, exemplificativa da utilização do azulejo como suporte de design gráfico.
A destruída loja situava-se na Rua da Imprensa Nacional, 106.