Composição policroma constituída por padronagem de «tapete», com decoração de tipo «camélia». A pintura é acentuada através de contornos a manganês.
Este tipo de azulejos de «tapete», que revestia geralmente grandes superfícies parietais de interiores de igrejas e palácios, eram assim designados porque o efeito decorativo obtido pela repetição ritmada do padrão utilizado se assemelhava ao dos brocados ornamentais ricos. As composições resultantes, por sua vez, eram delimitadas por frisos, cercaduras ou barras. Foram muito comuns no século XVII, tendo inspirado bastante mais tarde, no século XIX, o revestimento de fachadas.
Esta composição encontrava-se aplicada num silhar da Rua Barros Queirós, 20, antes da incorporação no Museu da Cidade.