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Rossio e Hospital Real de Todos os Santos 
 
Rossio e Hospital Real de Todos os Santos 

Faiança
Séc. XVIII (inícios)
Dim.: 1140 mm x 3480 mm
Nº Inventário: MC.AZU.PF.60
Localização: Exposição Permanente

Painel figurativo datado da 1ª metade do século XVIII, proveniente de oficina de Lisboa, representando a fachada do Hospital Real de Todos-os-Santos, voltado ao Rossio. Num primeiro plano são representados alguns tipos populares, comercializando bens de consumo. Ao lado esquerdo é representado o Chafariz de Neptuno, que emparelhava com o existente no Terreiro do Paço, dedicado a Apolo. Toda a cena encontra-se emoldurada por sanefa e sebastos que simulam as ramagens dos brocados com respectivas franjas e borlas.

Este painel constitui o elemento iconográfico mais completo para o estudo deste monumento, um dos mais emblemáticos da Lisboa quinhentista. Mandado erigir em 1492 por D. João II, foi terminado nos primeiros anos da centúria seguinte, já sob o reinado de D. Manuel.

Edifício de vanguarda no seu tempo, foi construído segundo os modelos mais evoluídos da época, desenvolvendo-se a partir de uma planta em forma de cruz grega, com o altar da igreja localizado no eixo de confluência. Com a fachada principal virada ao Rossio, onde se destaca o pórtico da Igreja, profusamente decorado, marcou durante mais de dois séculos a fisionomia desta praça.

Segundo documentação da época, datam de 1502 os primeiros internamentos e em 1504 estavam já em funcionamento três enfermarias, uma casa das boubas para tratamento da sífilis, uma dos enjeitados e um albergue. Em 1620 possuía já 16 enfermarias e em 1715 o número tinha aumentado para 21.

Na sequência do Terramoto de 1755, o Hospital Real de Todos-os-Santos foi desactivado.

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