Projecto escolhido para a reconstrução de Lisboa após o Terramoto de 1755, da autoria dos arquitectos Eugénio dos Santos Carvalho e Carlos Mardel e datado de 12 de Junho de 1758. Apresenta a particularidade de mostrar, a rosa, as áreas arruinadas pelo terramoto de 1755, às quais se sobrepõe o projecto de reconstrução definitivo elaborado planta permite verificar a área abrangida pelo plano de reconstrução: S. Paulo pelos arquitectos Eugénio dos Santos Carvalho e Carlos Mardel (escala: 2000 palmos).
Para além de documentar com rigor topográfico a cidade pré terramoto (entre S. Paulo, a ocidente, e a Ermida dos Remédios a Alfama, a oriente, e, a Norte, até S. Roque, Rossio e Socorro), esta, Colina de S. Francisco, Chagas e Portas de Santa Catarina, incidindo fortemente na zona compreendida entre o Rossio e o Terreiro do Paço. Para este ãespaço, o projecto definia um traçado geométrico ortogonal, com hierarquizaço de vias, definidas em função das duas Praças mais emblemáticas da cidade, agora regularizadas: o Rossio, centro comunitário, e a Praça do Comércio (antigo Terreiro do Paço), centro político e económico.
Na sequência do Terramoto de 1755, considerado por alguns estudiosos como o maior sismo documentado na história da Europa, Manuel da Maia, engenheiro-mor do reino, apresenta a 4 de Dezembro de 1755 a 1ª parte de um tratado onde propõe hipóteses para reconstrução da cidade. Três equipas de arquitectos e engenheiros militares foram formadas, sendo chefiadas pelos capitães Elias Sebastião Poppe, Eugénio dos Santos e pelo Ajudante Gualter da Fonseca. A estas equipas foi solicitada a execução dos projectos da reconstrução, tendo por princípio orientador corrigir e melhorar a cidade, tendo em conta a segurança dos edifícios, a higiene das ruas e das habitações.