Terrina moldada e modelada, em faiança, com pintura azul e verde sobre fundo branco. Apresenta forma oval, bojo bulboso, duas asas laterais em batente e base canelada com os centros e os lados vazados, desenhando quatro pés. A tampa, dotada de corpo bulboso, é rematada por pega em forma de golfinho. Os bordos da peça, marcados por faixa de Ruão, encontram-se delimitados por filete grosso, sendo o conjunto decorado por ramos de rosa e folhagens.
A terrina foi executada na Real Fábrica de Louça ao Rato, fundada pelo Marquês de Pombal em 1767 no Bairro das Amoreiras, área fabril por excelência no contexto da cidade.
Pertence ao segundo período de produção daquela unidade (1771-1779), durante o qual, sob a direcção de Sebastião de Almeida, predominaram as modelações barrocas, geralmente expressivas mas não ousadas. Em termos decorativos, assistiu-se à emergência da pintura a azul-cobalto, associada a um trabalho pictural cheio de requinte e correcção, tal como se pode observar no exemplar em causa.