A exposição patente no Museu da Cidade oferece uma importante colecção de cerâmica representativa dos artefactos usados no quotidiano pelas populações que habitaram o território hoje ocupado por Lisboa, desde o Neolítico até à época contemporânea (século XIX).
Fazem parte deste espólio, peças adquiridas pelo município, doações de particulares e sobretudo materiais provenientes de contextos arqueológicos descobertos no âmbito das grandes obras de modernização operadas na capital, a partir da década de 60 do século XX.
A recuperação destes objectos nos seus ambientes, espaços específicos associados a grupos sociais, permitiram, e continuam a permitir, percepcionar o universo das vivências, contextos de uso e seus significados, contributo fundamental para o conhecimento do percurso económico e social da cidade.
Das colecções adquiridas, salienta-se o conjunto de faianças da Real Fábrica de Louça do Rato (1767 – 1835), referência obrigatória da passagem das tradicionais produções artesanais lisboetas para uma matriz industrial moderna, no quadro das políticas económicas incrementadas por Pombal.
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