Desenho a tinta-da-china, representando marcha popular de bairro típico de Lisboa. O grupo, composto por seis marchantes dispostos aos pares e envergando trajes festivos, segura arcos enfeitados por guitarras alusivas ao fado, expressão musical típica da capital portuguesa.
Apesar de se inspirarem em tradições mais antigas, nomeadamente nas marche aux flambeux e nas “danças de Entrudo”, estes desfiles começaram a realizar-se apenas em princípios dos anos 30 do século passado. O seu verdadeiro criador foi o pintor e cineasta José Leitão de Barros, ao qual se juntou o jornalista e olisipógrafo Norberto de Araújo, que associou o Diário de Lisboa à iniciativa.
Esta obra integra um conjunto de 23 projectos encomendados pela Câmara Municipal de Lisboa a José de Almada Negreiros (1893-1970), importante artista do modernismo em Portugal, para ilustração do Programa das Festas da Cidade de 1934.