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Planta nº 1 
 
Planta nº 1 

Tinta-da-china e aguarela s/ papel
Gualter da Fonseca e Francisco Pinheiro da Cunha
Séc. XVIII (2ª metade)
Dim.: 645 x 855 mm
Nº Inventário: MC.DES.975
Localização: Exposição permanente
Na sequência do Terramoto de 1755, D. José I e o seu ministro, Sebastião de Carvalho e Melo, optaram pela reconstrução da cidade sobre os seus próprios escombros. Neste contexto, foi dada prioridade absoluta à reedificação da zona da capital mais atingida pelo sismo, a Baixa, tradicional centro económico e comercial da cidade.        

A concepção e execução do empreendimento ficou a cargo de Manuel da Maia (1672 – 1768), Engenheiro–mor do reino, que juntamente com um notável grupo de técnicos, formulou várias hipóteses teóricas, que viriam a ser enviadas ao Duque de Lafões, acompanhadas das respectivas plantas. De acordo com as determinações de Manuel da Maia, os projectos deveriam respeitar obrigatoriamente os limites de cada freguesia antes do cataclismo, bem como a implantação das respectivas igrejas e ermidas. 

As três equipas nomeadas para executar estas propostas, prepararam ao todo seis versões, das quais apenas se conhecem cinco. 

Neste projecto foi respeitada a antiga planta da cidade, limitando-se os técnicos responsáveis a introduzir alguns melhoramentos urbanísticos, tais como o alargamento e regularização das ruas principais e a supressão de becos e ruelas. Como novidade a registar apresenta a Bolsa do Comércio implantada no centro do Terreiro do Paço.

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