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Epigrafia

Na região de Lisboa, os mais antigos monumentos epigráficos remontam à época Romana, tendo este tipo de testemunhos continuado sempre presente em épocas posteriores, designadamente, visigótica, muçulmana, medieval cristã, moderna e contemporânea.

Estes exemplares, executados em materiais muito resistentes, geralmente pétreos, integram informação que se pretendia que perdurasse ao longo dos tempos. O teor dessas mensagens, informativo e evocativo, é intencionalmente público, destinando-se a ser conhecido por todos, sendo comum a sua aplicação nas paredes, ruas, praças e cemitérios da cidade.

Praticamente todas as épocas estão representadas na colecção epigráfica do Museu da Cidade, com peças que vão desde o século I d.C. até aos inícios do século XX. Este conjunto, pelo tipo de informação que integra, contribui de forma relevante para o conhecimento da história de Lisboa.

Os monumentos epigráficos mais antigos da colecção foram, na sua maioria, encontrados no decurso de obras, fora do seu contexto original, tendo, em época posterior à sua execução, sido reaproveitados como material de construção. Para cumprirem essa função, foram partidos, cortados e furados, o que explica o seu aspecto por vezes fragmentado e mal tratado.

Já os monumentos mais recentes da colecção foram, quase na sua totalidade, deslocados para o museu quando se tornaram descontextualizados no seu local de origem, ou na sequência da demolição dos edifícios de que faziam parte.

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