Estátua pedestre em mármore, assinada e datada (Teix. Lopes 1903), representando uma alegoria à obra literária de Eça de Queiroz.
Concebida a partir de uma frase do discurso literário do próprio escritor, n`A Relíquia, que se encontra gravada na base do monumento ["Sobra a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia"] Teixeira Lopes apresenta-nos a figura de Eça de Queiroz amparando um elegante e naturalista nu feminino, figura idealizada simbolizando "A Verdade", que foi considerada à época como "... um dos mais bonitos corpos de mulher da estatuária do seu tempo ...".
O conjunto escultórico é exemplar, enquanto representativo de uma concepção plástica na qual se combinam a herança dos modelos clássicos com as características do naturalismo dos inícios do séc. XX.
Implantada no Largo Barão de Quintela, à Rua do Alecrim em Lisboa, o monumento foi oferecido à cidade de Lisboa por amigos e admiradores em homenagem ao escritor falecido três anos antes, entre os quais Ramalho Ortigão, encarregue do discurso inugural do monumento, em 9 de Novembro de 1903. Na sequência de sucessivos actos de vandalismo a que foi sujeita, a obra foi deslocada para o Museu da Cidade 2001 e substituída in situ por uma réplica em bronze.