O Jardim do museu exibe, implantadas no lago, quatro obras de estatuária representando figuras mitológicas de Nereidas e Tritões, com elementos marinhos para a saída de água. Este grupo escultórico é proveniente do Jardim Passeio Público, demolido em 1879 para dar lugar à abertura da Av. da Liberdade.
Com vista ao embelezamento do Passeio Público, o município de Lisboa solicitou à Repartição de Obras das Águas Livres a cedência destas esculturas, que originalmente tinham sido projectadas para o Chafariz do Campo de Santana. As estátuas, representando figuras mitológicas, foram concebidas por Alexandre Gomes, que morreu sem as ter concluído, sendo então a obra adjudicada a João Gregório Viegas, que as finalizaria já para o projecto do novo jardim.
Entre 1834 e 1838 decorreram as obras de melhoramento que transformaram o clássico jardim pombalino num novo espaço, o passeio da Lisboa Romântica. Sob o risco do arquitecto Malaquias Ferreira Leal, o jardim foi ampliado, abertas novas ruas articuladas por quatro espaços arborizados, povoados de lagos, cascatas e estatuária diversa. Definia a nova planimetria um lago central, com 129 pés de circunferência, com um alto pedestal ostentando uma bacia de pedra inteiriça no meio da qual se erigia uma pinha, de onde provinha um repuxo. Nas faces deste pedestal, acostavam-se as estátuas dos Tritões e das Nereides. O conjunto escultórico ficou conhecido por Fonte das Nereides e dos Tritões.
Após a demolição do Passeio Público as esculturas foram recolhidas pelo município e, em 1940, foram colocadas no pátio de entrada do Palácio da Mitra. Com a transferência do Museu da Cidade, do Palácio da Mitra para o Palácio Pimenta, a necessidade de recuperação dos jardins e da mata envolvente motivou a sua colocação no lago do museu, segundo projecto do desenhador Carlos Ribeiro, datado de 1982.