Litografia colorida representando uma vista da Av. da Liberdade, nos inícios do século XX.
Abrangendo o horizonte do rio Tejo e da cidade baixa, distinguem-se alguns edifícios emblemáticos da modernização da cidade nos finais do séc. XIX, inícios do XX – o monumento aos Restauradores (1886), o hotel Avenida Palace (1892), o elevador de Santa Justa (1902). Nas faixas centrais e laterais, destaca-se o movimento urbano, pontuado pelos novos meios de transporte – seges, traquitanas, coupés, caleches, tipóias, americanos. Lateralmente, é delimitada por uma sucessão de edifícios cujos estilos arquitectónicos espelham as várias etapas de crescimento desta Avenida.
Artéria principal da cidade desde a abertura do Passeio Público pombalino, a Avenida da Liberdade vai paulatinamente alterando a sua configuração, em resposta às necessidades económicas de um país em fase de industrialização e ao crescimento exponencial da população da capital. Eliminando as barreiras que primitivamente a tornavam um espaço quase fechado, estendendo e entrecruzando eixos de circulação, permitirá alargar o tecido sobrecarregado da cidade baixa a zonas de extensão, comunicando com os velhos lugares lisboetas e da periferia.