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Lisbon seen from the Quinta da Torrinha Val de Pereiro 
 
Lisbon seen from the Quinta da Torrinha Val de Pereiro 

Gravura a água-tinta
Desenho de L.B. Parlgns; Gravura de W.J. Bennet
Séc. XIX – 1ª metade

Nº Inventário: MC.GRA.1464
Exposição Permanente

Gravura colorida documentando uma vista de Lisboa, tirada da Quinta da Torrinha, no Vale de Pereiro, destacando-se a oriente as colinas do Castelo e da Graça, e a ocidente as do Carmo e S. Francisco, enquadradas pela envolvente rural para norte da cidade.

A transformação urbanística impulsionada pela reconstrução pombalina, que até finais do século XVIII privilegiou a zona baixa da cidade, estendeu-se a novos projectos prevendo a expansão urbana para outras zonas da cidade. O espírito da renovação subjacente aos projectos de melhoramentos da capital, entre outros aspectos, ditaram a demolição do Passeio Público pombalino (1879) para dar lugar à abertura da Av. da Liberdade e ao inicio de um longo debate público sobre o prolongamento da nova avenida, tendo sido finalmente decidido fechar a avenida, no topo norte, com a implantação de um espaço ajardinado, que viria substituir na memória dos lisboetas o desaparecido Passeio Publico.

Os terrenos envolventes da Quinta da Torrinha, que na primeira metade do século XIX correspondiam a uma vasta área rústica de quintas, terras de semeadura, olivais e velhos casarões de tipo arrebaldino, estendendo-se entre a Rua de Artilharia Um e o caminho do Andaluz, até S. Sebastião da Pedreira, configuravam-se precisamente no ponto de expansão da cidade.

Parte destes terrenos vão ser destinados ao Parque da Liberdade, cujas obras se iniciam em 1889. O novo jardim romântico será rebaptizado Parque Eduardo VII, em homenagem à visita do soberano britânico a Portugal, em 1903.

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