O problema da carência de água que desde sempre afligiu Lisboa, sobretudo na zona Oriental, só viria a ser solucionado através da construção do Aqueduto das Águas Livres, obra efectuada durante o reinado de D. João V a expensas da população da cidade.
Entre a nascente, em Belas, e a Mãe de Água das Amoreiras, esta estrutura percorre cerca de 18 605 metros em troços subterrâneos e sobre arcos. Estes últimos constituem, obviamente, as suas zonas mais espectaculares especialmente nos dois grandes núcleos do vale de Alcântara e das Amoreiras.
É rica a colecção de desenhos, projectos, litografias, gravuras e óleos do Museu da Cidade que documentam este importante monumento que se transformou numa espécie de ex-libris da cidade.