Vista da Praça do Comércio de Lisboa, segundo o projecto de Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, que não chegou a ser totalmente executado. Esta panorâmica tirada do lado oriental da praça, mostra o corpo principal, com a torre sineira, nunca construída.
Ao centro da praça é já visível a Estátua Equestre de D. José I, da autoria do mestre Machado de Castro e fundida por Bartolomeu da Costa, inaugurada em 27 de Maio de 1775.
Na margem direita, pode-se observar o contorno do torreão ocidental, coroado com uma cúpula nunca edificada. No canto inferior esquerdo, uma cartela contem a inscrição com título, assinatura e data.
Após o terramoto de 1755 e com a destruição de grande parte da cidade, são encomendados pelo Marquês de Pombal 6 projectos para reconstrução de Lisboa. Apresentados por Manuel da Maia em 4 de Dezembro de 1755 mostram soluções diferenciadas para a nova Praça do Comércio, prossecutora do velho Terreiro do Paço.
Esta nova Praça, de acordo com as diferentes propostas, deverá constituir a monumental entrada da cidade. No plano apresentado pelos dois arquitectos militares que preconizavam, a criação de uma praça simétrica, fechada a Ocidente e a Oriente pela edificação de corpos rectangulares, rematados por dois torreões idênticos ao antigo Torreão Filipino, destruído no Terramoto de Lisboa.
A face Norte era coroada por uma torre sineira nunca edificada e que permitia a progressão para a Rua Augusta e o acesso directo ao Rossio, criando um elemento de ligação entre os dois corpos desta fachada. A face sul completamente aberta ao rio permite o acesso à cidade através da escadaria do Cais das Colunas.
Este projecto nunca chegou a se executado na sua totalidade sendo que o Arco existente na rua Augusta, só foi edificado em 1873 segundo o projecto de Veríssimo José da Costa com a intervenção de Vítor Bastos e de A. C. Calmels.