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Retrato do Marques de Pombal 
Marquês de Pombal 
Retrato do Marques de Pombal 

Óleo s/ tela
Joana do Salitre
Séc. XVIII
Dim.: 2135 mm X 1270 mm
MC.PIN.279
Localização: Exposição permanente
Retrato do Marquês de Pombal de corpo inteiro. Representado de capa preta, Sebastião José de Carvalho e Melo ostenta ao pescoço a insígnia com a Cruz de Cristo.

Considerado como um dos seus retratos mais fiéis, o ministro de D. José I é representado no seu gabinete de trabalho, vendo-se ao seu lado direito parte da livraria com inúmeras encadernações em pele onde, de uma prateleira, tomba um decreto desenrolado. Embora de pé, o marquês inicia o gesto de pegar numa pena, com a qual irá assinar o documento que segura na mão direita. Ao fundo, revelada por um cortinado entreaberto, surge uma janela com vista da cidade onde se faz o contraponto entre a Lisboa arruinada pelo Terramoto de 1755 e a Lisboa da Reconstrução. Toda a cenografia da representação apela para a intencionalidade de o mostrar como um verdadeiro estadista do iluminismo.

Obedecendo ao espírito mecenático característico do período barroco, a obra surgiu na sequência de uma encomenda concretizada, possivelmente, após a conclusão dos retratos, executados para o Palácio de Oeiras, de Paulo de Carvalho de Mendonça e de Francisco Xavier de Mendonça, irmãos do Marquês de Pombal.

Pouco se sabe de Joana Inácia Monteiro de Carvalho, conhecida como Joana do Salitre por morar na rua com este nome. Nasceu em inícios do séc. XVIII e morreu depois de 1770, data da última obra por ela executada – um quadro de Nossa Senhora da Pureza, executado para a Igreja da Conceição. Tem sido indicada como sendo discípula de André Gonçalves, o que poderá justificar a técnica que as suas obras revelam.

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