Fragmento proximal de machado de pedra polida, de secção sub circular. A extremidade oposta ao gume foi utilizada como “martelo”, sendo visíveis as marcas de percussão.
De formas e tamanhos muito variados, estes instrumentos eram fixados num cabo recorrendo a entalhes em madeira ou bainhas executadas sobre galhos de cervídeo.
Os instrumentos maciços com gume na ponta, obtidos por abrasão e polimento, são característicos do Neolítico, e estão essencialmente associados ao corte de árvores, reflexo de um período em que a intervenção do Homem na paisagem se acentuou consideravelmente.
A utilização da anfibolite, matéria-prima inexistente na região de Lisboa mas abundante no interior alentejano, evidencia a existência de trocas a nível regional entre as comunidades.