Câmara Municipal de Lisboa:
Pesquisar neste site: 
 
Da Conquista à Capital do Reino (meados do séc. XII – inícios do séc. XV) 
 
 
Após a conquista cristã (1147), a cidade demorou a recuperar. Apesar de na Al-Uxbûna árabe se assistir já a coexistência de três religiões diferentes – muçulmanos, cristãos e judeus –, o domínio da nova ideologia vencedora provocou profundas alterações que se fizeram sentir tanto do ponto de vista económico, político e social, como ao nível das mentalidades, marcando decisivamente o pulsar e a imagem da cidade.

Na 2ª metade do séc. XII, encerrada em grande parte da sua velha cerca, teria já uma população urbana de mais de seis mil habitantes. Mas a cidade iria prosseguir o seu rápido crescimento para fora dos limites da muralha, inicialmente para nordeste, em torno do Mosteiro de S. Vicente de Fora, construído nesta ocasião, e para sul, onde crescem o bairro de Alfama e a vizinha judiaria, adossadas à velha muralha.

Nos finais do séc. XIV, a área total da cidade era já sete vezes maior que a do burgo limitado pela dita cerca moura ou cerca velha. Perdido o interesse militar desta, o rei D. Fernando vai dotar a capital com nova e extensa muralha, a Muralha Fernandina, concluída em 1375.

Ladeando a nascente e a poente a antiga cerca, abrangia uma área seis vezes superior à do núcleo primitivo, calculando-se que a população urbana rondasse então os 65 000 habitantes.

Após a urbanização da zona intramuros da Pedreira, na sequência da edificação do Convento do Carmo (1389), o grande surto urbanístico para o exterior da cerca fernandina faz-se sentir já no início do séc. XIV, com a primeira urbanização moderna, o Bairro Alto.

A pintura histórica e a iconografia dos sécs. XVII, XVIII e XX, presentes na exposição, remetem-nos para o episódio da conquista de Lisboa aos mouros, em 1147. Os vestígios que documentam a cidade e o seu quotidiano neste período, são essencialmente constituídos por elementos cerâmicos diversos e outros arquitectónicos, provenientes de diferentes locais (Paço da Alcáçova – Castelo…). Esta mostra é complementada, ainda, com maquetas que fazem a reconstituição do Convento do Carmo à época da sua construção e do desaparecido Palácio dos Estáus.


© 2008 Câmara Municipal de Lisboa
União Europeia - FEDER
POS_Conhecimento
Câmara Municipal de Lisboa