Câmara Municipal de Lisboa:
Pesquisar neste site: 
Exposição Permanente
Sendo um Museu de História e tendo um carácter multidisciplinar, o Museu da Cidade possui uma colecção muito vasta e diversificada, destacando-se, pelo seu valor documental e artístico, as colecções de pintura, cartografia, desenho, gravura, arqueologia, azulejaria e maquetas.

A apresentação destas colecções é feita através das peças mais representativas que, por serem de diferentes naturezas, concorrem alternadamente com o objectivo de representar a cidade na sua multiplicidade. Seguindo um discurso cronológico, a exposição permanente do Museu da Cidade mostra a evolução da história de Lisboa, desde o período da Pré e Proto-história até aos primeiros anos do séc. XX.

No piso térreo, podemos observar variados objectos que documentam a presença de civilizações antigas, destacando-se, neste conjunto, importantes colecções de artefactos do paleolítico à Idade do Bronze, sendo os primeiros datados de 300 000 a.C. a 100 000 a.C., resgatados em contexto arqueológico e correspondendo a um período de ocupação de 500 000 a.C. a 800 a.C.; espólio vítreo e funerário romano, testemunhos da ocupação desta civilização (séc. II a.C. – séc. V d.C.); lápides e cerâmicas árabes; cabeceiras de sepulturas do séc. XII e XIII; alguns elementos arquitectónicos do Paço da Alcáçova do Castelo de S. Jorge e uns dos mais antigos brasões da cidade de Lisboa, datado do séc. XIV. Do período quinhentista, realçam-se as primeiras representações panorâmicas da cidade.

Uma maqueta de grandes dimensões, representativa de Lisboa antes do Terramoto de 1755, dá-nos uma visão global da cidade, permitindo identificar tanto os seus edifícios mais emblemáticos, praças e ruas, como as principais linhas de desenvolvimento urbano.

O segundo piso remete-nos para a cidade de 1640 a 1910. Pinturas e gravuras mostram aspectos do quotidiano no período da Restauração. Os planos do Aqueduto das Águas Livres e projectos de chafarizes, cujo aparato cenográfico ultrapassa o aspecto funcional, ganham especial destaque no percurso, remetendo para uma Lisboa Barroca.

Nesta sequência cronológica evidencia-se um dos conjuntos mais significativos da iconografia Olisiponense, a importante colecção europeia de gravuras sobre o Terramoto e os projectos pombalinos da reconstrução da cidade. A gravura, a pintura e os objectos do quotidiano constituem os principais elementos para ilustrar a Lisboa do séc. XIX e inícios do séc. XX.

A terminar esta visita, o Fado, incontornável pintura de José Malhoa, remete-nos para uma manifestação artística emblemática da cidade de Lisboa.

Épocas
Museu da Cidade > Exposições > Exposição Permanente
   
© 2008 Câmara Municipal de Lisboa
União Europeia - FEDER
POS_Conhecimento
Câmara Municipal de Lisboa